sexta-feira, 28 de maio de 2010

[bullyng Empresarial. Uma ameaça ao espírito empreendedorista]

O bullyng tem sido matéria de muita preocupação na escola que tem tomado várias atitudes para contê-lo, pois afeta diretamente a saúde física e particularmente mental da criança e jovem adolescente que por ele é atingido. Mas estamos completamente enganados se pensamos que é só nesse ambiente que se manifesta. A empresa também muitas vezes sofre dessa doença e é fato que ao invés de mera brincadeira tem se tornado um desafio sério para ser combatido pelos gestores e lideranças.




O que é o tal do bullyng e em particular o empresarial? A palavra é de origem inglesa e significa valentão e um dos primeiros estudiosos é o cientista norueguês Dan Owelus . Pode ser definido como o conjunto de atitudes agressivas intencionais, repetitivas e sem razão aparente cometida por uma pessoa ou por todo o grupo e causa sofrimento ao outro. O bullying máscara subliminarmente ou de forma evidente um indesejado pelo diferente, inovador, pela quebra de paradigma. São aquelas piadinhas vulgares como fulano de tal está sem telhado (para os calvos), aquela dá mais que chuchu na cerca ou mesmo como nós já presenciamos, alguém se referir a uma moça que tinha colocado silicone que agora ela estava turbinada. Mas ainda tem o "negrão do departamento", "é um judeu para abrir aquela mão", "não meche com a sicrana se não ela já põe seu nome na encruzilhada porque é de religião.



Insultar, acusar sistematicamente de não servir para nada, interferir com propriedade pessoal em livros, roupas e espalhar rumores negativos de quem for é bullyng. Compromete todos os princípios da Cooperação que é fundamental numa organização que deseja ter grupos empreendedoristas. Parafraseando Obama – "Chegou o momento de o mundo avançar numa nova direção. Devemos iniciar uma nova Era de Cooperação, baseada no interesse mútuo e no respeito mútuo.



Colocar uma pessoa em situação problemática com alguém geralmente em condição hierárquica superior, ou conseguir uma ação disciplinar contra essa pessoa naquilo que não cometeu ou que foi exagerado, atinge o negócio todo da empresa e particularmente polui a combustão interna de uma gestão de pessoas focada na ética.



A nosso ver são quatro os pilares da inovação empreendedorista:

1. A não-proliferação da violência – seja ela verbal ou gestual;

2. A promoção da paz

3. A recuperação do sentido da vida

4. A preservação do Planeta



Conforme o guru da Gestão Motivacional Samuel Smiles (1812-1904), "o espírito de auto-ajuda é a raiz de todo crescimento individual que se preze e, presente na vida de muitos, constitui a verdadeira fonte de força e vigor".



Uma organização baseada na chantagem, em expressões ameaçadoras, no autoritarismo de um sobre o outro, em comentários depreciativos sobre a família, sobre o local de moradia de alguém, na orientação sexual, religião, etnia, ao invés de aproximar, vão afastar a capacidade que as pessoas têm de contribuir na fonte para a qualidade da produção, do compromisso com o melhor, do sucesso frente as adversidades, pelas diversidades. Corrija, seja pontual , cuide e se cuide para que cada um possa manifestar e ter liberdade para ser cada um. A empresa inovadora é aquela que combina a inventividade com foco no desenvolvimento de suas "gentes", tanto no que diz respeito aos aspectos pessoais, bem como aos profissionais, por meio do trabalho.

[dia da soliedariedade]

      A Campanha que se intitulou "Doe Horizontes" , feita para o DIA DA SOLIEDARIEDADE  e assinnada pelo Instituto Eckart, arrecacou certa de 500 livros. Para o criativo Sander Machado e diretor da ILê isso é um dado muito especial.  "A Ilê tem uma responsabilidade com a sua comunicade, ainda mais como uma empresa ligada a comunicação, tem uma responsabilidade ainda maior ao acesso a comunicação".

sexta-feira, 7 de maio de 2010

dna e emoções. Uma gestão focada no bem.

Por Sander Machado



Talvez pareça óbvio que pessoas felizes se comportam de forma expansiva, libertadora e criativa. Pessoas expansivas, livres e criativas irão produzir melhor e produzindo melhor farão empresas mercadologicamente mais competitivas, éticas e propensas ao sucesso.




Se colocar uma pessoa em um cargo e ela não realizar as funções bem, não apenas estou cometendo um erro na gestão como também estarei prejudicando o DNA desse ser. O inverso é verdadeiro. Quando asseguro o bom desempenho, o clima e a felicidade do meu grupo, estou criando equipes com o DNA do bem.



Gregg Braden começou como cientista e engenheiro, também foi desenhista de sistemas de computação aeroespaciais e geólogo chefe da Phillips Petroleum. Gregg Braden é um cientista conhecido hoje por unir o mundo da ciência e o mundo espiritual. Em seus experimentos sobre o DNA descobriu que ele MUDA DE FORMA de acordo com os sentimentos:



1. Quando pessoas sentem gratidão, amor e apreço, o DNA responde RELAXANDO-SE e seus filamentos esticando-se. O DNA tornou-se mais grosso.

2. Quando as pessoas sentem raiva, medo ou stress, o DNA responde APERTANDO-SE. Tornou-se mais curto e APAGOU muitos códigos.



Esse mesmo teste foi aplicado em pessoas com HIV positivo e foi comprovado que DNA´s com sentimentos de amor, gratidão e apreço criaram RESPOSTAS DE IMUNIDADE 300.000 vezes maiores que as que tiveram sem eles. Quer dizer, elas adoecem menos físico e psiquicamente.

Manter pessoas em um trabalho que elas não conseguem ou em uma função acima de sua capacidade tem efeitos desastrosos. O DNA é uma prova científica disso. Algumas vezes estamos certos que estamos fazendo o melhor para alguém, mas na verdade estamos prejudicando o futuro dessa pessoa. Mas muito pelo contrário do que antigamente se pensava isso não é razão para mandá-la embora. O DNA também é uma prova científica que pessoas se desenvolvem. Investigação de Bruce Lipton afirma que as células possuem a capacidade de reprogramar seu próprio DNA, com resultados mensuráveis físicos como de outra forma inexplicável, modificações dietéticas em organismos, quando solicitado pelo ambiente. Para Dr. Lipton a hipótese de que tal reformulação, que é geralmente benéfico, é o responsável por até noventa e oito por cento da transformação evolutiva.



O ser humano está sempre se inventando e se reinventando. A sua diferença para as máquinas é relativa a capacidade. Máquinas têm uma capacidade limitadora, enquanto que pessoas em gestões focadas no bem têm possibilidades ilimitadas de crescimento e adaptação aos novos desafios. "Talvez a maior evidência de apoio ao conceito de torção vida-ondas ou Cinturão de Fótons para a consciência criativa universal, orientando energicamente a formação espontânea e o desenvolvimento das espécies da Terra, venha de Tim Harwood, que chama a atenção para um dos fenômenos mais milagroso da natureza. Após a lagarta formar sua crisálida durante a metamorfose, é pouco conhecido, o fato muito relevante é que vai se dissolver completamente em uma sopa de aminoácidos antes de voltar em borboleta.



Esta sopa não contém células ou DNA reconhecível como é compreendida atualmente, mas quando for à hora certa, a torção vida / onda envia sinais de recombinação do DNA e, em questão de dias, as células surgem para criar novas formas de vida."

Estamos engatinhando nas possibilidades e descobertas do DNA, mas naturalmente ou porque não dizer que instintivamente sabemos que carinho, respeito, paz e amor – o estimulo de servir criam elos fortes. Conexões de sabedoria, alegria e felicidade. Estudos científicos têm comprovado o que o nosso coração não cansa de falar para nossa mente: estar bem promove bem estar. Se desejarmos mais luz, é o momento de nos darmos de presente o abrir das janelas ao invés de ir direto ao interruptor. O artificial não promove a vida nem possibilita amar

terça-feira, 4 de maio de 2010

reputação corporativa

Uma relação Comportamental.
Por Sander Machado



Imagem e reputação são coisas diferenciadas. Os dicionários trazem para a palavra imagem sinônimos como gravura, figura, estampa, estátua, retrato, conceito, representação. Já para a palavra reputação as possibilidades significativas são outras: celebridade, renome, glória, fama, enfim.


Até então a imagem podia ser construída só do lado de fora. A partir das ferramentas da publicidade como anúncios, filmes, eventos, marketing digital e de relacionamento, havia como colocar o lixo para debaixo do tapete e esconder a verdadeira reputação. Podíamos ter gestores infiéis com programas de fidelidade para o cliente. Podíamos ter empresas metidas em escândalos de corrupção fazendo comerciais com crianças angelicais, podemos ainda ver moda saudável relacionada com modelos anoréxicas, trabalho escravo com design thinking. O problema ou a solução é que não esperávamos que "as gentes" desse mundo passassem a dar tanto valor à honestidade. Num termo bastante em prática no linguajar da Governança Corporativa - transparência.

Mas vamos concordar: nossos pais nos ensinaram o que é honestidade. Que um homem, uma mulher, é a sua palavra. E se chegássemos em casa com um lápis que não fosse nosso, eles fariam que devolvêssemos. Nossos pais nos ensinaram a plantar uma árvore, alcançar uma xícara de açúcar para o vizinho e o vizinho trazer um pedaço de bolo em retribuição ao favor. Nossos pais nos ensinaram que homem de bem não entra em um templo religioso de chapéu e que quando convidados para um jantar devemos levar flores para a dona da casa. Nossos pais nos ensinaram a ser delicados, amigos e respeitosos, porque a reputação de uma pessoa é a coisa mais valiosa que ela tem.

Pense rapidamente na sua mente e diga uma instituição de reputação inabalável? Na verdade todas elas tem se comportado muito mal. Porque acreditaram que o presente é mais importante de quem dá o presente, porque acreditaram que dizer que faço é mais importante daquilo que eu faço, porque colocaram os negócios na frente da alma do negócio e aquilo que deveria ser um ofício se transformou em produto barato mercantilista. As instituições acreditaram que o ter: ter mídia, ter publicidade, ter uma marca bem construída, ter uma estrutura que impressionasse, não viesse um dia se diluir como castelo na areia.

Mais cedo ou mais tarde teríamos que entrar na era do SER e SER é comportamental. Ser uma empresa de pessoas felizes, ser uma empresa de crenças e valores éticos, ser uma empresa de cooperação, ser uma empresa de conteúdo: preferencialmente o Conteúdo Amor.

Algumas empresas, já apresentam esquemas com o valor da sua reputação, no relatório anual de contas, porém é importante frisar que não basta apenas uma avaliação financeira. A empresa tem que considerar a percepção de stakeholders, como os empregados, clientes, acionistas, fornecedores, entre outros. Algumas vezes basta um atraso numa reunião para que a reputação de nossa empresa passe do mais para o menos. Não precisa mais que um tomate estragado para estragar uma cesta de tomates bons. A vida, inclusive empresarial, é vencida nos detalhes.

Dar confiança aos empregados (Injeção de orgulho e responsabilidade); ter credibilidade junto aos investidores (mostrar o lucro. Perspectiva de crescimento); ganhar confiança dos clientes (Promover ações de conveniência para o cliente); responsabilidade com a Comunidade (Servir a comunidade: melhorar o ambiente como um todo), são algumas das ferramentas na perspectiva de Davies , G. [ e t . Al ] , 2003, p. 6 0 ) que escrevem um caminho diferenciado para a tão almejada reputação corporativa .

Segundo um estudo realizado em 2004 pela Hill & Knowlton Brasil, a reputação corporativa surge de dentro para fora, boa reputação atrai bons funcionários, as empresas que investem em ações sociais, ambientais e de diversidade acabam por conquistar a simpatia das comunidades nas quais operam por contribuir para o desenvolvimento destas, a reputação é algo que deve perpassar por todos os níveis hierárquicos da organização, preferencialmente os mais elevados.

Acreditamos e cremos mesmo com muita convicção que Reputação Cooperativa é um dos grandes valores que afirma e institui uma agenda de consciência em relação a presença dos seres e das organizações, empresas de toda ordem, na Era da Cooperação. Onde estar-bem é ser-bem.

tempos hiper-velozes

Liderança focada em cérebros que respondem mais rápido.

Por Sander Machado



Quanto tempo um cliente pode esperar por uma solução? Como fazer para que os colaboradores entendam que o caminho organizacional não é uma estrada linear, muito pelo contrário, tem uma enormidade de curvas. No próximo instante, aquele seu colaborador trará pela qüinquagésima vez o mesmo problema e você perderá um tempo com ele num pit stop que poderá estar custando a sua vitória em metas, indicadores, em clima, em gestão de pessoas.



A velocidade das coisas está muito maior que o processamento dos nossos cérebros. Discutir se o ovo vem antes da galinha ou a galinha antes do ovo é sexo dos anjos. Para acompanhar essas evoluções as empresas têm que começar a prestar atenção de como se beneficiar dos estudos neurocientificos.



Atualmente um profissional dentro de uma organização precisa analisar inúmeras variáveis como matemáticas, sociais, tecnológica e criativas ao longo do seu trabalho e o seu cérebro tem a incumbência de responder a todas com qualidade, segurança e de forma bastante veloz a qualquer mudança de circunstâncias que possam a vir a ocorrer ou por novas diretrizes empresariais, resoluções governamentais ou porque o mercado assim exige. Para isso, ele precisa desenvolver o seu cerebelo. A neurociência argumenta que o cerebelo é responsável por armazenar nossas respostas automáticas mais utilizadas durante a nossa vida. É como se ele fosse o mecanismo de PageRank do Google quando fazemos uma busca por alguma resposta.



Em documentário da Discovery Turbo chamado "A ciência da velocidade", um neurocientista faz um teste com o piloto Victor Antonio Liuzzi. A metodologia é analisar o piloto durante uma volta na pista e perceber suas dificuldades. Após elencar as curvas que o piloto tinha dificuldade, o neurocientista passa a treinar a mente do piloto para melhorar seu desempenho naquelas curvas, utilizando uma música tocada por uma orquestra sinfônica e pedindo ao piloto que tentasse distinguir separadamente os instrumentos utilizados na sinfonia. Quer dizer, o piloto estava tendo a possibilidade de desenvolvimento cerebral para que pudesse distinguir o processo e as inúmeras variáveis que estão dentro do mesmo processo.



Esse é um dos inúmeros treinamentos que podem tornar cérebros mais rápidos. Quando se aumenta a quantidade de soluções prontas no cerebelo, também se está aumentando a velocidade de resposta a mudanças no ambiente. Temos também orientado as pessoas muito cuidadosas e portanto pouco criativas e com muitos medos a fazer aulas de dança. O resultado aumenta a simcronia e o preparo físico, o que automaticamente aumenta a estima e a oxigenação do quadrante experimental do cérebro. Heráclito, o filósofo grego do séculoVI a.C, marcou a história com um conceito de que a natureza de tudo é a mudança em si, encorajando esse cuidado profundo pelo inovador: "Se você não esperar o inesperado, não vai encontrá-lo, visto que ele é inacessível e desconhecido".



Essas novas descobertas só reforçam que a aprendizagem não é aqui e agora, mas aqui-agora-sempre, desenvolvimento humano continuado. Talvez muito chato para os preguiçosos, mas muito divertido para aqueles que amam os seus ofícios. A mente deve ser treinada, quanto mais treinada mais viva. Viva no sentido que pode ampliar seus espaços de liberdade. Alargar seu telescópio.



É sempre uma escolha fechar os olhos e espaçar dificuldades para um mundo secreto, escuro. Ou tornar os vitoriosos sobre-humanos, com dons sobrenaturais. A neurociência diz diferente, ela é mais democrática, ou porque não arriscar dizer que mais justa – chegar lá não é uma questão divina, mas de treinamento. Parafraseando Platão: a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Será que a destruição é da nossa natureza?

Entre outubro de 2008 e janeiro de 2009 a floresta amazônica perdeu 754,3 quilômetros quadrados de área verde. Uma área equivalente como ir de Porto Alegre a Florianópolis e voltar. Poderíamos dizer uma ilha de mortoalegrensses. E infelizmente, um genocídio que não vem só, junto com esses dados pode-se agregar outras destruições como espécies animais, vertentes de rios, terra que passa a ser árida, enfim um olhar pela janela de um verde que vai virando cinzas.




A gestão de pessoas quando não olha pelas pessoas não é muito diferente. Tira o verde, o broto, o que está para nascer, à inovação. É muito importante motivar, integrar, fazer com que as pessoas tragam seus mundos para dentro do mundo empresarial. Mas o mais importante é que quando elas se sentem confortadas, respeitadas, não saquemos uma moto serra e cortemos suas copas, seus sonhos. A gestão de pessoas, a administração, o caminho empresarial deveria gravar em seu ambiente uma frase do Neruda tão significativa: "A pessoa certa é a que está ao seu lado nos momentos incertos". Tão óbvio que cientificamente parece impossível de ser compreendida.



Segundo o "Índice do Planeta Vivo", as espécies terrestres tiveram um declínio de 25%, as marinhas de 28% e as de água doce, 29%. As aves marinhas tiveram uma taxa particularmente alta de extinção: as populações de numerosas espécies declinaram 30% desde meados dos anos 90. Quem não evita as pequenas faltas, decisivamente acaba caindo nas grandes. Se formos desonestos com nós mesmos, seremos desonestos com os outros, se formos infiéis aos nossos ideais, seremos aos nossos clientes, se não buscamos com toda intensidade a felicidade, podemos nos tornar uma metralhadora de tristeza. Se não queremos perder inteligência competitiva, declinar em relação aos trabalhadores de conhecimento que desenvolvem atitudes construtivas, temos que entender que o sucesso coloca em movimento comportamento melhores que os derrotados.



59% dos brasileiros acreditam em Deus e em Darwin. Apenas 8% acham que a evolução ocorre sem a participação de Deus. Os índices variam segundo a classe social e a educação. Quanto maiores a renda e o grau de escolaridade, maior é a parcela de darwinistas e menor a de criacionistas. O Datafolha ouviu 4.158 pessoas com mais de 16 anos. A margem de erro é de dois pontos. De alguma forma essa pesquisa revela que o sonho e a realidade, o pragmático e o lúdico, o científico e o religioso, devem parar de se gladiar, para passarem a dialogar. Aprendemos que não existe frio, existe falta de calor. Preferimos pensar que não existe frio, existe é um intervalo em todo o universo para o dialogo.



Feedback, avaliação 360 graus, comitês multi ou interdisciplinares não são o rompimento total com os processos mecanicistas dentro da própria administração, até o amor em alguns momentos é Tayllor, sistematização e hábito. Newton não estava errado, a quântica é o intervalo para o diálogo, Freud não estava errado, a neurociência é um intervalo para o diálogo, acreditar em Deus não está errado, Darwin é um intervalo para o diálogo. Até então temos sido animais predadores, a cooperação é um intervalo para o amor.



Quando nos permitimos dar esse intervalo para o amor muda o sentido da vida. Nesse momento o trabalho tem outro sentido, a natureza tem outro sentido, as pessoas que nos cercam têm outro sentido, a nossa natureza passa a ter outro sentido, porque o conhecimento tem outro sentido. O sentido de estar em paz. E guerra não é a falta de paz. É um intervalo para o diálogo.

O Fenômeno das Redes Sociais.

Cenários de uma contradição.
Nos anos 70 o hit de liberdade poderia estar conceituado na música do Caetano Veloso que dizia assim: "Caminhando contra o vento Sem lenço, sem documento /No sol de quase dezembro /Eu vou..." Mas o que parece é que em tempos hipermodernos não se usa mais lenço e sem documento, a liberdade passou a ser uma passaporte em uma, várias ou mesmo nas milhares redes sociais que se proliferaram tal qual vírus.

Adrian Slywotsky, especialista em estratégia, cita em vídeo que as estratégias de mercado mudaram para as empresas na Era Digital. Ele reforça que nem sempre quem detém o market share é quem tem mais lucratividade. Para ele três perguntas precisam ser respondidas: onde nós como fornecedores poderemos criar lucratividade em nosso setor? O que acontece com a forma que os clientes estão mudando, não somente em suas preferências, mas também no seu poder que redefine o espaço de oportunidades? Qual o design ou modelo de negócios da próxima geração que temos que construir para capturar e proteger a lucratividade?

O menino de 12 anos que já tem seus próprios gostos e tomada de decisão, antes da compra do seu Nike 6.0 fez uma pesquisa criteriosa pela WEB nas lojas que ofereciam o produto, ligou e sentenciou de quem seria cliente. O mesmo pré – adolescente participa de no mínimo 3 redes sociais que estão em grande evidência: Facebook (300 milhões), Orkut (120 milhões), Flickt (4 milhões).

O passeio ciclístico para comemorar os 238 anos da capital gaúcha, reuniu cerca de 2 mil pessoas que deixaram seus carros de lado e foram pedalar. Lorenzo não deixou o seu carro, deixou de lado seu computador e pegou a sua bike, colocou seu capacete e lá estava ele impressionado com tanta gente junta e com capacetes de tantas cores.

O novo consumidor gosta do beijo molhado, é apaixonado por pequenas baladas onde não se concentram mais que 100 pessoas. O novo consumidor é virtualmente realista. Uma dictomia surpreendente para as antigas cabeças analógicas e profundamente normal para as cabeças da Era digital. Nestes mesmo corações é possível bossa nova e rock ao estilo clássico Nirvana, diga-se de passagem clássicos que se habituaram a ouvir e a tocar no game da Nintendo Guitar Rero, que teve com extraordinário sucesso o lançamento com os Beatles. Nessas mentes carregadas de informações do tipo QUADRIBAND, Touch Screen ,cartão de memória (Micro SD) expansível até 8gb; Câmera de 2.0 Megapixels, C/ Zoom digital , Bluetooth, Acelerometer sensor, continua valendo ver o por – do – sol. Os nerds fazem esporte, os que lêem gastam horas na frente do computador, jogam bola e jogam o FIFA. Poeticamente intensos na vida e poeticamente intensos em seus torpedos carregados daquelas figurinhas winks (emoticon).

Conforme pesquisadores as mídias sociais derrubaram com os limites da privacidade. Um livro aberto. Mas até que ponto esse livro é ficção ou realidade? Se os olhos azuis são mesmo castanhos, se os 1,80 de altura são mesmo 1,65 e se alguém está ali para tratar de verdades explicitas ou mentiras sinceras interessam. É evidente que as pessoas recorrem cada vez mais aos sites para fugir da solidão e poder construir um mundo não apenas paralelo, mas transversal. Porque ali nem tudo é mentira, mas é possível que dos 800 amigos, não se tenha nunca nem visto 30% deles. Os sites de redes sociais atraíram 139,8 milhões de visitantes em abril, um aumento de 12% em relação aos 124,4 milhões registrados em março, de acordo com a comScore, empresa que mede o tráfego na Internet. A pesquisa de abril constatou que o MySpace liderava a categoria com 71 milhões de visitas, o Facebook vinha em seguida com 67,5 milhões e o Twitter com 17 milhões — um aumento de 83%, dados de 16 de junho de 2009.

Podemos entender as Redes Sociais como uma desmedida entrega pelo objeto. Desta forma os ali inseridos estão construindo um novo objeto de suas próprias vidas, vidas que não se distinguiram no espaço do campo real, uma caso típico de escritores e seus blogues. Mas particularmente gostamos de pensar que as Redes Sociais tem uma característica do "ensaio como forma", a obra do inacabado, o diálogo do monólogo, a perspectiva do ponto, o fim do infinito. A construção da desconstrução, a desconstrução da construção. Visto a partir desses andares, que é possível se subir sem escadas e nem elevadores, um banner da Guess vai surtir muito menos efeito do que a história de como surgiu o jeans, dizem que a primeira vez que o termo foi usado era para designar a roupa em 1567, em uma descrição das calças dos marinheiros que viviam na cidade italiana de Gênova. Fica claro que há uma transformação ocorrendo : uma mente – máquina se decompondo para o nascimento de um coração – imaginação.